Complexas
Com múltiplos trajectos ou envolvimento do esfíncter anal, exigindo uma abordagem cirúrgica mais cuidadosa e individualizada
Condições MédicasDra. Ana Azevedo
Coordenadora Nacional do Capítulo de Coloproctologia ·
Sociedade Portuguesa de Cirurgia · 2026–2028
Vogal da Direção · Sociedade Portuguesa de Coloproctologia · 2024–2026
As fístulas anais são pequenos trajetos epitelizados que se formam entre o interior do canal anal e a pele ao redor do ânus. Surgem habitualmente como consequência de um abcesso anal, uma infeção das glândulas existentes no canal anal, que, mesmo após drenagem, deixa um trajeto persistente.

Com múltiplos trajectos ou envolvimento do esfíncter anal, exigindo uma abordagem cirúrgica mais cuidadosa e individualizada
Trajeto único, sem envolvimento significativo do esfíncter
A causa mais frequente (~90% dos casos) é a infeção das glândulas anais. Menos frequentemente podem estar associadas a doença de Crohn, tuberculose ou trauma local.
O tratamento é sempre cirúrgico e rigorosamente individualizado, dependendo da complexidade do trajecto fistuloso e do grau de envolvimento do esfíncter anal. O objectivo primordial é a cicatrização completa, preservando sempre a continência fecal.
Abertura do trajecto; indicada nas fístulas simples
Laqueação do trajecto interesfincteriano
Técnica faseada para fístulas com envolvimento esfincteriano significativo
Encerramento do trajeto com laser díodo
Técnica para reparar ou encerrar fístulas complexas
Nos casos complexos pode ser necessária mais do que uma intervenção cirúrgica